quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Nosso povo, nossa cultura, nossa língua, nossa vida.

No início da colonização portuguesa, no Brasil dos anos 1500, o tupi (mais precisamente, o tupinambá, uma língua do litoral brasileiro da família tupi-guarani) foi usado como língua geral na colônia ao lado do português. Isso se deve, principalmente, aos padres jesuítas que estudaram e difundiram a língua indígena. Porém, com a expulsão dos jesuítas em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma oficial do Brasil.

Atualmente, o nosso país com sua mistura de etnias carrega uma cultura linguística invejável. Tudo isso graças à composição das três raças que formaram a cara do Brasil: o português (colonizador), o índio e o negro.


Pela tradição oral, os caciques das tribos transmitiam o conhecimento para os índios mais novos por meio de mitos, cantos, rituais, pois não conheciam a escrita. Dessa cultura indígena, acabamos herdando várias palavras, mas a maioria de nós, brasileiros, nem sabe que várias delas têm essa influência. São alguns exemplos:


Açaí que virou "moda".

·         Alimentos: abacaxi, açaí, mandioca, entre outros.

·         Estados e cidades: Amapá (árvore medicinal, que auxilia no tratamento de complicações pulmonares) / Uberaba (que significa “água cristalina”) / Ipanema ( “água ruim”).


Arapuca que é conhecida por poucos.

·         Utensílios: arapuca (é um artefato para capturar pássaros, ou pode ser também utilizada em frases como “caí numa arapuca” que quer dizer “caí numa armadilha”).







Atualmente, com a globalização, a difusão e o acesso à informação, a cultura oral brasileira corre perigo. Algo importante a se fazer é preservar essas culturas indígenas, usando a tecnologia a favor, como no arquivamento de documentos linguísticos de um povo que é mais do que apenas nossos conterrâneos, são nossos patriarcas.



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